Orlando Portugal

Um segundo semestre crucial

Fechamos o primeiro semestre do ano, e mesmo não alcançando as tímidas metas previstas pelos especialistas em economia, continuamos mantendo nosso otimismo, buscando remar o barco na direção certa e com pressa. Quem rema o barco com pressa, mas na direção errada, acaba ficando cada vez mais longe do destino que quer alcançar.

As datas promocionais do comércio neste primeiro semestre como Dia das Mães e dos Namoradores registraram um movimento semelhante ao do ano passado. Um pessimista pode achar que isso é mais do que preocupante, mas um otimista observa que poderia ser pior, e continua com força no remo e buscando a direção certa.

Infelizmente as reformas como a da Previdência Social e a Tributária ainda transitam pelas Casas Legislativas em Brasília e seus efeitos ainda não foram sentidos na economia, o que já teria acontecido se tivessem sido votadas no primeiro semestre. Vindo o recesso parlamentar de julho, só teremos a votação destas reformas em agosto e esperamos que o tempo seja generoso no sentido de que elas, se aprovadas, possam impactar a economia na reta final do ano.

As reformas, como todos os especialistas acreditam, certamente terão reflexos imediatos em nossa economia, com as empresas voltando a empregar, e desta forma fazendo o capital girar, pois elas serão suficientes para atrair investimentos externos para o país, o que se torna imperativo.

Na região, nunca é demais repetir que nossas expectativas se prendem ao Porto do Açu, em São João da Barra, que desenha um promissor segundo semestre com as obras das duas termelétricas em andamento. Hoje o Porto gera seis mil empregos diretos e a tendência é alcançar a marca de nove mil em 2020.

O segundo semestre também vem trazendo uma preocupação: a votação em setembro daquele projeto que pretende dividir os royalties do petróleo em fatias iguais para todo o país, o que seria fatal para as economias já debilitadas de cidades como Campos e Macaé, dois grandes produtores de petróleo. Vou mais longe afirmando que seria um desastre para a já quase falida economia fluminense.

Mas reafirmamos o nosso espírito de otimismo. Estamos certos de que as reformas serão aprovadas, e que já no Natal, a data mais importante do calendário do comércio, a economia venha a reagir, preparando o terreno para o ano seguinte. Também estamos confiantes no sentido de que o bom senso prevaleça na questão dos royalties.

Então esse segundo semestre de 2019 é extremamente importante para a economia do país. Estamos otimistas.

Orlando Lino Portugal Júnior
Presidente da CDL Campos

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