Lojistas não participaram da proposta de novas regras do setor de cartão de crédito

A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) emitiu nota na terça-feira (3) afirmando se sentir desrespeitada por não ter participado da elaboração da proposta de autorregulamentação do setor de cartões de crédito, enviada pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços) ao governo.


04/02/2010 00h00

A entidade reclamou que a Abecs não ouviu as demais partes interessadas antes de enviar o projeto, ou seja, lojistas e consumidores.

"Nossa principal finalidade são o combate aos preços extorsivos e as ações constantes por custos mais justos no uso de cartões de crédito no país", declara a confederação.

Ser ouvida
A CNDL disse ainda que "vai enviar imediatamente correspondência ao governo solicitando que seja ouvida antes de qualquer tomada de decisão".

A carta, assinada pelo presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, destaca que as lojas pagam, por ano, R$ 1,8 bilhão em royalties aos integrantes dessa cadeira - referindo-se às bandeiras de cartão de crédito Mastercard, Visa, Amex e Diners. "E nós sequer fomos consultados", declarou.

A Abecs não quis se pronunciar sobre o comunicado.

A equipe do governo que analisa a proposta de autorregulamentação das empresas de cartão de crédito é formada pelo Banco Central, pela SDE (Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça) e a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda). Ainda não há prazo definido para os órgãos darem um parecer sobre o documento.

Autor: Infomoney


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